Bolsas dos EUA fecham em forte alta com expectativa de estímulo econômico

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As principais bolsas de valores de Wall Street fecharam em alta nesta segunda-feira (2), com investidores buscando pechinchas após garantias de que os bancos centrais estão prontos para combater o impacto econômico do coronavírus.

O índice Dow Jones subiu 5,1%, para 26.706,17 pontos. O S&P 500 ganhou 4,61%, para 3.090,52 pontos. E o Nasdaq teve alta de 4,49%, para 8.952,17 pontos.

Operadores do mercado acionário dos EUA passaram a contar nesta segunda com uma redução das taxas de juros pelo mundo, depois de dados mostrarem uma forte contração da atividade fabril chinesa em fevereiro, destaca a Reuters.

Investidores agora esperam que o Federal Reserve ( Fed, banco central dos EUA) corte em 50 pontos-base o juro básico na próxima reunião de política monetária, nos dias 17 e 18 de março.

Nesta segunda, o Ibovespa também subiu, seguindo a tendência das principais bolsas do mundo.

Maior declínio semanal

Na semana passada, as bolsas dos EUA tiveram o seu maior declínio semanal desde a crise financeira de 2008, com os investidores temendo uma recessão global. Wall Street chegou a ter perdas de mais de 10% em relação ao fechamento a sexta-feira anterior, dia 21.

Nos EUA, mercado financeiro tem a pior semana desde 2008 por causa do novo coronavírus

Tensão global

O avanço da epidemia do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da propagação do vírus nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na desaceleração do crescimento da economia global.

Nesta segunda-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a previsão de crescimento da economia mundial para 2020, passando a projetar um crescimento de 2,4%, menor expansão desde 2009 e ante expectativa anterior de 2,9%, citando o coronavírus e as contrações na produção chinesa.

Após sinalizações do presidente do Federal Reserve na sexta-feira de que “usaria suas ferramentas e atuaria conforme apropriado para apoiar a economia”, o presidente do banco central do Japão disse nesta segunda-feira que tomará as medidas necessárias.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, também se pronunciou nesta segunda, afirmando que a instituição está pronta para tomar “medidas apropriadas e direcionadas” para combater os impactos do coronavírus.

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