Braskem, Bradesco e Itaú revelam os ganhos milionários do alto escalão

SÃO PAULO – (Atualizada às 13h18) As empresas Vale, Bradesco, Itaú, CPFL Energia, CSN, Braskem e TIM divulgaram na noite desta segunda-feira (25) a remuneração mínima, média e máxima dos seus executivos e do conselho de administração, dentro do prazo estabelecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No início de maio, o Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) derrubou liminar do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio de Janeiro (Ibef-RJ) de 2010 para que um grupo de empresas não divulgasse dados de forma detalhada.

As empresas alegavam que haveria risco à segurança dos executivos com a divulgação de valores detalhados.

Braskem

Na diretoria da Braskem, o ganho médio em 2017 foi de R$ 6,3 milhões, leve alta de 1,6% contra 2016, de R$ 6,2 milhões. A remuneração máxima, por outro lado, foi mais do que o dobro de 2016, de R$ 13,1 milhões contra R$ 6,8 milhões.

No conselho de administração, o valor médio foi de R$ 647 mil, quase o dobro de 2016, de R$ 392 mil, sendo que o máximo foi de R$ 1,16 milhão, 1,6 vez acima de 2016.

Bradesco

A remuneração média da diretoria do Bradesco em 2017 foi 34% superior a de 2016, em R$ 6,9 milhões. Já o valor máximo ficou em R$ 15,9 milhões, um recuo de 3,6% ante o ano anterior, e o valor mínimo ficou estável em R$ 1,01 milhão.

No conselho de administração, o valor médio foi 34% superior na comparação anual, de R$ 10,2 milhões em 2017 contra R$ 7,6 milhões em 2016 para. A maior remuneração foi de R$ 17,02 milhões, um recuo de 3,1%, e a menor subiu 30%, para R$ 3,57 milhões.

Itaú

A remuneração média do conselho de administração do Itaú Unibanco subiu 41% em 2017. O valor ficou em R$ 4,8 milhões ante R$ 3,4 milhões em 2016, sendo que a maior remuneração subiu 4,4%, para R$ 12,3 milhões.

Na diretoria, o ganho médio foi de R$ 13,5 milhões em 2017, um avanço de 1,2% ante 2016. Já a remuneração máxima caiu 43,9%, para R$ 40,9 milhões.

Em 2016, a maior remuneração individual foi acrescida em R$ 37,6 milhões, para o total de R$ 72,9 milhões, com um bônus especial de desligamento do presidente na época, Roberto Setubal, que saiu em novembro de 2016 e foi substituído por Candido Bracher.

CSN

A maior remuneração individual da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 2017 cresceu 6,5% ante 2016, para R$ 4,9 milhões.

Na CSN, o ganho médio anual dos executivos ficou em R$ 2,1 milhões no ano passado, um recuo de 5% ante 2016. Na Gerdau, a remuneração média foi de R$ 217,8 mil, um recuo de 23%.

No conselho de administração da CSN, o maior pagamento foi de R$ 396 mil e representou um crescimento de 50% na comparação anual. A média da remuneração foi de R$ 266,3 mil, uma alta de 34%.

O presidente-executivo e do conselho de administração da CSN é Benjamin Steinbruch.

Gerdau

Na Gerdau, o valor caiu 5,2%, para R$ 422,3 mil, mas o dado não abrange o grupo todo, já que correspondeu apenas ao desembolsado pela controladora.

Já no colegiado da Gerdau, o maior pagamento em 2017 foi de R$ 849 mil, uma queda de 26% contra 2016, e a média chegou a R$ 620,2 mil, baixa de 20%.

O presidente-executivo da Gerdau é Gustavo Werneck e o presidente do conselho de administração é Cláudio Johannpeter Gerdau.

CPFL

A maior remuneração paga a um executivo da CPFL Energia em 2017 foi de R$ 9,7 milhões, um crescimento de 10% ante 2016. Já o valor médio foi de R$ 4,4 milhões, 14% maior do que no ano anterior.

No conselho de administração, a maior remuneração foi de R$ 272 mil, uma queda de 42% na comparação anual. Já o valor médio ficou em R$ 289 mil, queda de 5%.

Vale

A Vale gastou R$ 58,5 milhões no processo de desligamento do ex-presidente Murilo Ferreira em 2017, conforme o formulário de referência disponibilizado ontem (25). Ferreira deixou o comando da mineradora em maio de 2017, dando lugar a Fabio Schvartsman.

Se não for considerado esse pagamento, a maior remuneração da Vale foi de R$ 19,05 milhões, mais do que o dobro de 2016, de R$ 8,97 milhões.

A remuneração média anual dos diretores foi de R$ 12,4 milhões no ano passado, mais que o dobro da registrada no ano anterior, de R$ 5,2 milhões.

O menor pagamento foi de R$ 7,28 milhões em 2017, contra 3,8 milhões em 2016. Já o pagamento médio individual no conselho de administração em 2017 foi de R$ 451,3 mil, ante R$ 267,2 mil em 2016.

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