Quantidade de notícias lidas no Facebook despenca em 2017

Fake news só atrapalhou o Facebook em 2017

Antes do Facebook se consolidar como uma plataforma de compartilhamento de notícias, a principal fonte de buscas que os usuários utilizavam era o Google. Porém, em 2016, esse número mudou e a rede social passou a liderar como fonte de busca para matérias jornalísticas.

Mas, em 2017, esse jogo virou novamente. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Parse.ly e informações do Business Insider, uma companhia de análise digital que tem informações de mais de 2500 veículos de mídia ao redor do mundo (incluindo The Wall Street Journal, Time Inc. e o HuffPost), em janeiro deste ano, 39% das notícias eram lidas pelo Facebook e 34% por buscas do Google. Em novembro, apenas 26% liam pela rede social e 44% pelo buscador.

Mas quais seriam as causas para esse declínio? Em junho de 2016, o Facebook lançou um algorítimo que está do lado do usuário. Tudo o que é notícia que você posta no seu feed não aparece como prioridade no feed dos outros. Por isso, quando você posta aquela notícia bombástica, achando que vai aparecer um bando de joinhas azuis, não aparece nada. Apenas um ou outro like. O alcance dessas notícias postadas e/ou compartilhadas caiu drasticamente. Dentro disso, existe outro ponto: o Facebook não prioriza notícias. Mas, dentro dessas notícias, para o usuário mobile, a rede social prefere mostrar apenas as notícias que são mais leves, que carreguem em menos tempo como, por exemplo, notícias que não tenham tantas fotos.

Outra causa é: disseminação de fake news. Antes dessa política interna da rede social praticamente extinguir esse conteúdo, as notícias falsas tomavam conta do website. Isso fez também com que a “credibilidade” do conteúdo fosse posto em cheque.

Do outro lado, o Google também fez sua parte e, para os usuários mobile, duas coisas mudaram. E isso fez toda a diferença. O aplicativo do buscador foi atualizado em julho deste ano. Dessa forma, as notícias que mais te interessam (de acordo com a sua busca) aparecem em destaque. Isso facilita para quem só quer ver o que está acontecendo no mundo sem passar pela postagem do seu amigo mala no Facebook, que não para de postar.

Alguns sites exigem que você pague uma grana para ler o conteúdo. O Google, contra isso, começou a punir esses sites. Pode perceber que, agora, aquele site que pedia pra você fazer um cadastro para ler uma notícia sequer, te dá uma cota por mês de publicações gratuitas.

Mesmo com essa queda significativa, o Facebook não perderá tão cedo a segunda posição. Em terceiro, encontra-se o Twitter e, em quarto, o Pinterest com, no máximo, 3%.

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